
Bom,como não fiz meu post semana passada,peguei algumas revistas e livros que estavam no meu armário e me aprofundei no assunto para elaborar um conteúdo bacana para quem tem dúvidas em relação a vida útil de uma câmera, hoje vou escrever bastante para compensar semana passada[rs].Meu dia de estar postando seria na quarta feira,mas como está sendo corrido me adiantei um pouquinho,mas enfim aqui estou. [rs].
Esses problemas realmente deixa a gente na mão quando mais precisamos e quando menos você espera.
A quebra mais freqüente do obturador ocorre quando termina a vida útil prevista “em contrato” para cada tipo de câmera. Por ser um dos poucos componentes móveis da SLR digital, a cortina e os mecanismos de acionamento estão sujeitos a atritos que causam a fadiga dos materiais. Um dia, finalmente, quebram.
A durabilidade varia conforme o material e a robustez com que o sistema é fabricado: inteiramente em metal nas profissionais ou em plástico nas SLR. Em ambas, as finas lâminas da cortina são feitas em metal.
A diferença entre os tipos de obturadores é enorme. Fica evidente a “pobreza” e a aparente fragilidade dos mais simples, usados nas câmeras de preço menor.
O desgaste (vida útil) é perfeitamente conhecido pelas fábricas - mas só é informado oficialmente para as câmeras profissionais, que têm uma qualidade superior. São 150 mil disparos para a Canon EOS 1D/1Ds, o mesmo para a Olympus E1 e também para as Nikon D1/D1H/ D1X e as novas D2Hs e D2X. E 200 mil nas Canon EOS 1D/1Ds Mark II.
Para as SLR digitais de menor preço, a vida útil é estimada pelas oficinas autorizadas, já que as fábricas não revelam qualquer número a respeito. A durabilidade varia de 20 a 70 mil disparos, com média de 50 mil, segundo Maurício Namba, da Cine Camera Service, autorizada da Canon no Brasil.
A vida útil das D50, D70 e D70s é semelhante, garante Gilberto Suenaga, da T. Tanaka, oficina autorizada da Nikon. “Mas a média pode ser mais elevada”, completa, “graças ao sistema híbrido do obturador eletrônico”. Com o sistema, o mesmo sensor que captura as imagens produz as velocidades mais elevadas acima de 1/25s, como 1/4000s na D50 e 1/8000s na D70, além da excepcional velocidade de 1/500s para sincronismo do flash. Com isso, poupa a cortina dos choques mais fortes, o que faz com que ganhe uma durabilidade extra.
Não há dados oficiais da Fuji sobre a durabilidade do obturador das Finepix S2 e S3 Pro, que pode ser o mesmo da Nikon D100 - de 80 a 100 mil disparos, pois ambas são baseadas no corpo da Nikon D80. A Olympus garante oficialmente a vida útil mínima de 50 mil disparos para a E-300 Evolt.
A câmera costuma travar sem emitir avisos prévios, como ruídos estranhos. Mas os sintomas são evidentes: imagens ou faixas totalmente escuras, ou muito claras (sem a possibilidade de correção) e falhas de sincronismo de flash.
A indicação de erro (“Err 99”) na tela de cristal líquido das Canon nem sempre indica defeito nas cortinas. Para o diagnóstico correto, só mesmo consultando uma oficina autorizada. As oficinas autorizadas garantem o conserto da câmera pela substituição integral do obturador. O serviço pode sair entre R$600,00 (nas SLR mais simples) a R$1.500,00 (profissionais). Mas já existem oficinas “especializadas” que oferecem a possibilidade de “conserto” do obturador ao custo de
R$300,00.
Pior que o preço do serviço é a digital ficar internada por um bom tempo na oficina, pois a substituição não é fácil: requer a desmontagem quase total do equipamento. Na oficina da Canon há um atendimento de urgência para os profissionais que garante a entrega do equipamento consertado no dia seguinte ao da chegada. Normalmente, o serviço leva em média uma semana ou mais para as SLR da Nikon, caso não haja disponibilidade de peças.
O obturador pode se quebrar por outras razões: uma queda da câmera (mas é um caso raro); uso do flash inapropriado ou durante uma limpeza desajeitada do sensor, quando a cortina se fecha acidentalmente, chocando-se contra um pincel, um cotonete ou uma bombinha de ar. Neste caso, a cortina danificada fica entre aberta, o que produz as imagens muito claras.
A substituição completa do obturador não deixa seqüelas, pois a câmera volta às suas condições normais de funcionamento. Como um motor de um carro que aceita diversas retíficas, todas as reflex digitais aceitam diversas trocas do obturador - até três para as Canon - quando então chega ao fim a vida útil do equipamento. Portanto, não adiantaria mais trocar o obturador , pois o restante dos componentes da câmera já estariam bastante desgastados.
Semelhante ao velocímetro dos automóveis, onde o odômetro soma o total de quilômetros rodados, a Canon disponibiliza um serviço (R$25,00) que acusa exatamente quantos disparos fez a câmera SLR. Isso é útil tanto para orientar a manutenção da câmera quanto para a compra de equipamento usado, quando o interessado pode saber exatamente as condições do obturador e, com isso, ter uma idéia do uso do próprio equipamento. Ao contrário do carro, na câmera não dá para “diminuir a quilometragem”.
Para o fotógrafo, a medição pode ser uma questão de “vida e morte” ao ser alertado da entrada da câmera na zona de risco (acima de 40 mil para as não profissionais, geralmente), a partir da qual o obturador está sujeito a quebra a qualquer momento.
A quantidade de disparos é revelada por um software da Canon (exclusivo da oficina autorizada). Foi desse modo que a Cine Camera Service apurou o número recorde de 350 mil disparos para uma Canon EOS 1D - com o obturador com vida útil de cerca 150 mil. A proeza foi de Ricardo Struckert, o fotógrafo oficial da Presidência da República, que recorreu à oficina somente para limpeza do sensor... Uma Canon EOS 1D fez 90 mil disparos, valor bastante elevado para o modelo, comenta Maurício Namba, da Cine Camera Service.
A Nikon não disponibiliza a medição de disparos para as câmeras da marca. Para ambas, o serviço não tem utilidade para revisão ou manutenção preventiva do equipamento, pois certamente a “quilometragem” do obturador é acompanhada por um desgaste proporcional dos outros componentes, o que demandaria a substituição de todos.
A Canon antecipa a troca do contato do botão do disparador, juntamente com o obturador, para evitar um eventual desgaste de um dos estágios possa prejudicar o comando do autofocus ( a troca custa R$60,00).
Na falta do computador, pode-se somar o número total de disparos baseando-se no contador de exposições (ajuste programado pelo menu) para exibir os valores em seqüência até 9.999, quando o contador virar, anotar cada virada e, assim, estimar a vida útil restante. Como num automóvel a baixa “quilometragem” pode indicar bom funcionamento do equipamento, condição essencial (e segura) para os fotógrafos profissionais.
Nas câmeras de preço mais acessível, a vida útil do obturador não é o fator mais relevante na durabilidade da câmera. É o caso da EOS Rebel D/XT, que utiliza praticamente o mesmo obturador das Canon EOS D30/D60, 10D e 20D. Com grande quantidade de componentes plásticos internos, é comum outros mecanismos quebrarem antes do obturador. Pode ser o mesmo caso da Nikon D50 em relação à D70s mas, dado o lançamento muito recente, ainda é prematuro avaliar a durabilidade do equipamento.
A maior “fragilidade” das SLR digitais de menor preço é o único empecilho para a utilização profissional intensiva do equipamento, já que condições, recursos e qualidades elas têm de sobra para a função.
Se a durabilidade da digital depende da qualidade do obturador, então por que as fábricas não equipam logo as suas excelentes câmeras com o produto melhor? A explicação é que isso já vem sendo feito: quem procura uma câmera com obturador melhor deve optar por um modelo mais resistente, como a Canon 20D, Nikon D70s ou a Fuji S3 Pro. Na falta destas, a solução mais palpável para prolongar o usofruto do obturador seria o uso racional da câmera, recomenda Maurício Namba, para quem é ótimo o de disparos acumulados pelo obturador, mas não o de imagens capturadas pelo fotógrafo em uma única reportagem.
Infelizmente, ainda não se sabe exatamente porque em câmeras idênticas a vida útil do obturador pode ter grandes diferenças. Pode ser o uso intensivo e freqüente em altas velocidades, até mesmo a temperatura do ambiente, entre outros motivos. O melhor é conter o ímpeto de disparar compulsivamente, algo que se fazia com as câmeras de filme por causa de custos do processo de revelação e ampliação - o que no digital é desconsiderado.
Ufa... [rs] algumas partes desse post retirei da revista "Fotagrafe Melhor" para dar ênfase e mais clareza ao tema,porem um tema bem delicado que sempre haverá dúvidas,espero que eu tenha ajudado..
Na semana que vem vou escrever algo bem descontraido e menos sério pra não ficar uma parada meio que chata,bom é isso aí,até semana que vem.
Beijos e Abraços e tenham uma ótima semana.
para quem quer saber mais sobre a assitência tecnica autorizada da Canon é só acessar o link: http://www.namba.com.br
e Nikon acessem o link: http://www.namba.com.br
Sobre o meu trabalho é só acessar.
http://www.fotolog.com/rafaelmeloo
http://www.flickr.com/photos/rafael_melo/
20 comments :
Rafael sempre sincero e objetivo nas suas to gostando de ver.
E o blog cada vez ficando mais interessante ...
parabéns a ambos =)
Ameeeii!!
Tah show cesinhaa!!! *-*
e eu daqui! *-*
Nossa adorei parabéns sempre arrasando hein,bjocas
Valquiriau2
lindo ki ta akiii o/
=*
*pammy*
eu juro que ia ler a matéria. mais aah, mó prii.. EUHAOIHE z)
apropósiito, o blog ta lindo!
beeeeijo cée :*
ahazô amig'z
biia :D
style! ashsahsahsa valeu cara abraço =)
não entendi muito os termos técnicos... rsrsrs
mas achei muito interessante o assunto
=)
parabéns Rafael
Muito bom o artigo! Só me ficou uma dúvida, qual a vida útil dos sensores nas novas câmeras DSLR que filmam? Tais como a d5000 e a 500d.
QUEM QUISER OS PROGRAMAS QUE ACUSAM A QUANTIDADES DE DISPAROS JÁ FEITOS POR UMA NIKON OU CANON, ENTRE EM CONTATO PELO multimidiafilmes@hotmail.com (msn e orkut) QUE EU PASSO UMA CÓPIA. DÁ CERTINHO, SEM PROBLEMAS. O PROGRAMA DA CANON FOI O MAIS DIFÍCIL DE ENCONTRAR, MAS COMPARTILHO COM TODOS. AH, MANUAIS EM PORTUGUES TAMBÉM. SOU CINEGRAFISTA E FOTOGRAFO PROFISSIONAL DE EVENTOS. LUÍS MICHEL CARVALHO
Olá! Poderia me passar onde concerto o obturador da Canon EOS 20D? Obrigado e parabéns!!!
Muito bom seu comentario me ajudou muito em duvidas obrigado.
Muito obrigado pelas informações a respeito da vida útil dos obturadores das câmeras.
Parabéns pelo blog..
Sds...
Clodoaldo
Foz do Iguaçu - Pr.
oi, tudo bem. muito bacana o post, tirei várias dúvidas.
só uma coisa, o link da assistência técnica está igual pra canon e nikon...vc tem o link da nikon? obrigada
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Artigo bastante útil, embora estivesse procurando informações sobre durabilidade de sensores.
Tenho uma compacta da Sony W125 que já passou e muito dos 107.000 disparos e continua com a mesma qualidade de fotos, funcionalidade e tempo de bateria de quando nova, e olha que ela já foi em muitos lugares inóspitos ... =)
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