

1 – Qual foi seu primeiro contato com a fotografia?
O primeiro contato efetivo com o mundo da fotografia, de maneira resumida, foi quando eu usava a câmera da minha namorada pra fotografar o show das bandas que nós curtíamos, ai eu fui tomando gosto pela coisa, juntei um dinheiro, comprei minha câmera, comprei uns livros e manuais de fotografia, e aqui estou até hoje.
2 – O que o motivou a querer seguir essa profissão?
O fato de eu gostar bastante de fotografia. Não tem muita explicação, foi amor à primeira vista mesmo, hahaha.
3 – E como foi largar tudo aqui no Brasil e se aventurar na busca de novos horizontes pelos Estados Unidos ? Qual era o objetivo dessa façanha?
Foi uma experiência única, cresci muito como pessoa por lá, encarar uma cultura diferente, num local onde vc não faz nem idéia de onde ficam as coisas é complicado; por vezes eu ia clickar bandas, e me aventurava de ônibus e metrô Miami adentro, sem saber quase nada, apenas o nome do local do show... Inúmeras vezes me perdi, peguei ônibus errado, etc.; passei alguns apuros e fatos engraçados por lá, tem muita história pra contar.
O objetivo da trip era: ir pra lá fazer uma grana durante as férias da faculdade e voltar, porém fomos pra lá (minha namorada Maíra foi comigo) sem nada em vista, não tínhamos emprego fixo, lugar pra ficar, nada... A única “certeza” era que uns amigos de Orkut da Maíra pegariam a gente no aeroporto e nos levariam pra Miami Beach, apenas. Se parar pra pensar, foi uma empreitada meio arriscada, porque a gente não conhecia esse pessoal, eles poderiam ser golpistas, sei lá (risos), mas pra nossa sorte, eles (Zug e Fabrício) eram gente finíssima, nos acolheram durante uma semana na casa deles (que ficava a 3 casas do Studio Miami Ink)e nos ajudaram até encontrarmos um lugar pra ficar, foram nossa família enquanto estávamos em terras yankees.
4 – Conte-nos um pouco sobre sua experiência, algum fato engraçado que tenha acontecido ?
Como havia dito não tínhamos nada em vista ao desembarcarmos nos EUA. Chegando lá tive que procurar emprego na informalidade. Arrumei um emprego de “entregador de flyer” na porta das baladas de Miami Beach; como já clicava aqui no Brasil, antes de embarcar pra lá, eu passei semanas no Myspace fazendo contato com as bandas de lá, deu certo, tanto foi que, dois dias depois de desembarcar por lá eu já tinha umas fotos pra fazer
Há muitas histórias engraçadas, vou contar uma delas: num dia qualquer estava num pub irlandês, nesse dia esse local estava muito cheio, foi quando eu resolvi sair de lá e tomar um ar. Estava encostado num carro quando de repente aparece um sujeito querendo me vender 3 rosas champagne por US$ 2 – as flores estavam todas ferradas, quase sem pétalas – eu disse que não queria, mas ele queria se livrar das flores; aí eu perguntei pq ele tava vendendo aquelas flores... Pra minha surpresa, descobri que ele tava juntando dinheiro pra poder ir pra Lua (risos). O nome dele é Hugo, um cubano, um “homeless” de Miami Beach, filho de italianos da segunda guerra, torcedor fanático da Alemanha, e que odeia o Ronaldinho Gaúcho.
5 – Você passou algum tipo de dificuldade, necessidade?
Sim, foram vários perrengues. Teve uma semana que eu fiquei muito doente, houve um surto virótico
Outra vez, tivemos problemas com uma infestação de carrapatos no prédio (lá eh comum carpete pelas casas, prédios, condomínios e etc.) onde morávamos, nosso colchão foi alvo da praga. Passei a noite revezando com minha namorada, hora eu dormia na cadeira de praia, hora em cima de um caixote (que roubamos de um “homeless” – pois como na nossa casa não tinha quase nenhum móvel, essa era nossa “cadeira”), foi tenso.
6 – O que você trouxe de mais valioso dessa experiência ?
Acho que o que mais valioso que eu trouxe de lá foi a experiência de vida, pois isso é uma coisa que vou carregar comigo pro resto da vida - dar real valor à família e amigos de verdade, aprendi muito com as pessoas que conheci por lá, cada história de vida que você nem imagina.
7 – Voltando ao Brasil o que você encontrou diante do trabalho que já tinha realizado pelos EUA. Aqui da pra manter uma vida econômica sociável vivendo só de fotografia ?
Sem dúvidas, como tudo que vá fazer, depende única e exclusivamente de vc, do seu empenho e dedicação. A fotografia é um segmento bastante amplo, permite um leque bem grande de opções para áreas, trabalhos, especializações e etc.
8 – Tem algum fotografo em que você se espelhe, admira?
Gosto do trabalho do Charles Peterson, Dave Hill e Roberto Chamorro.
9 – Depois do investimento feito, qual tipo de equipamento que você costuma utilizar nos trabalhos realizados?
Eu utilizo uma Canon XT com o flash 430 EX, as lentes que eu tenho são: uma Sigma 18-50 f/2.8, uma 75-300 f/ 3.5-5.6, e um adaptador wide angular 0,45mm
10 – Nesse tempo de experiência que você tem como profissional o que tem a passar pra aqueles que estão começando agora?
Gostar do que faz. dedicação e empenho – creio que essa seja a fórmula pra muitas coisas, não apenas para área da fotografia.
11 – E que bandas nacionais, internacionais você tem escutado ultimamente?
Sou bem eclético, ultimamente de bandas nacionais: Dead Fish, Noção de Nada, Matanza, Etna. Bandas internacionais: Saosin, Circa Survive, Rise Against, Face to Face, Alexisonfire, As I Lay Dying
12 – Há alguma em que gostaria de fotografar?
Putz adoraria clicar um show do Foo Fighters, Kiss, sei lá, são tantas.... Passaria horas escrevendo sobre o assunto.
13 – Qual a importância da internet pra você?
A internet é fundamental, além de estreitar a distância entre as pessoas, foi por causa dela que mesmo antes de embarcar para os EUA, eu consegui me comunicar com as bandas da gringa e conseguir uns freelas. E atualmente, 90% dos trabalhos que faço tem ligação com a internet, tanto em relação a divulgação de portfólio como para contato, negociação, pagamentos, e etc.
14 – Fotografar pra você é?
Retratar um momento através de uma imagem. Quando fotografo atinjo um nível de concentração que direciono meu raciocínio e olhares aos detalhes e ao que eu julgo ser interessante ser registrado, me “abstenho” do que ocorre ao redor, e foco apenas no que será fotografado.
15 – Grato pela entrevista. Deixe seu recado pra galera:
Obrigado a todos que leram essa entrevista e que puderam conhecer um pouco mais sobre a minha pessoa.
Agradecimento especial a minha companheira Maíra e a todos que visitam, comentam, admiram, conhecem meu trabalho. Fico muito contente em saber que está havendo um reconhecimento/retorno positivo do pessoal. Valeu mesmo!
RODRIGO BERTOLINO LINKS
Contato: rodrigobertolino@gmail.com
6 comments :
Tive o prazer de conhecer essa figura pessoalmente e quando estou por São Paulo ele é um dos meu guias ouahouahouh!
dalhe BertoLINDO o/
Conheci o Bertô por uma das bandas que ele clica, a Condessa Safira.
Eu amo as fotos dele, porque ele é fera demais! Às vezes pego minha nikon e fico brincando de Bertolinda por aqui no RJ! E pra falar a verdade, eu me inspiro bastante nele quando vou fazer as fotos!!! Eu adoro esse cara!!! ;o))
É tipo um professor pra mim! hahaha
Eu quero ser que nem ele quando eu crescer!!!!
Aproveitando que eu tô aqui, gostaria de bandar um beijo pra ele!!!! ahahah ADOOOOOOOOORO!!!!!!
Bertô, u rock, man!!!!
x****
Isabella Ribeiro. (a mina dos 59 emails e tal.. haha ;)
adoooooro o trabalho delee :D
dentre muitas fotos que eu vi, nunca vi uma dele, essa aqui no blog foi a 1ª, hsuasihauishuishauihas
meu deus, ele tem cara de ter uns 15 anos, hsuahsuahsuhsu
adorei (Y)
;* césinha, ;* rodrigo
Bela entrevista, pra variar um pouco né Cesinha :D
Tu sempre arrebenta cara, e a história lá do cara vendendo as flores sem pétalas, euri aqui :D
Ansioso pela próxima o/
[]s
Eu tô aqui em plena pandemia lendo sobre o Bertô
Postar um comentário