Banda carioca formada em 2001 com uma pegada de
metal gótico industrial, no novo disco eles inovaram com um rítimo que chama a
atenção o Funk carioca mesclado com Metal, as letras não foge muito das
características da banda, me chamou muita atenção foi o single “PEIXES” não só
por sua letra e batida e sim pelo clipe em si,confira entrevista com a banda e saiba um pouco mais sobre tudo isso:
1 – Como surgiu a banda? Qual foi a origem do nome?
R: Maldita surgiu da necessidade plástica de criar
uma banda que misturasse o conceito visual com o musical. Quero dizer,
originalmente era uma Zombie Walk como a que acontece agora no dia de finados
só que com música. Como uma Ópera Rock. Uma referencia é o Rock Horror show.
A origem do nome veio de um personagem do Stephen
King do filme Colheita Maldita . O nome do garoto era Malachi. Acabou virando
Maldita.
2 – Quais as principais influencias da banda?
R: São muitas. Nine inch nails, Alice in chains,
Pantera, Titãns, Paralamas do sucesso, Marilyn Manson, Metallica. Todo o tipo
de som pesado, industrial ou Trash. Seja nacional ou internacional.
3 – Vocês lançaram recentemente o novo trabalho,
cheio de novidade, mescla do funk carioca com a pegada da banda, conte um pouco
sobre o processo de gravação desse ep e como surgiu essa idéia de renovar tanto
assim?
R: Incluímos o novo vocalista Fernando Crazy , e
essa foi a maior novidade no processo criativo. O Funk foi algo que sempre fez
parte do universo da Maldita. Quero dizer, nós sempre curtimos essa levada,
talvez por sermos cariocas, talvez por outros motivos. O fato é que ao
desenvolver um novo estilo, jamais criado antes, chegamos ao resultado de uma
nova estética. Esse é o Industrial carioca.
As bandas do exterior que tem o seu som rotulado
como industrial, misturam ruídos urbanos do cotidiano para desenvolver tal
musica. Sons de máquina, sons de aviões, sons do cotidiano. No nosso caso,
encontramos o som do gueto/popular (Funk) como um elemento se enquadrasse em
tal estilo. Até por que, Maldita é reconhecida como a maior banda de som
Industrial do Brasil. Essa foi a iniciativa.
4 – Como esta sendo a repercussão dessa inovação?
R: Nada diferente do normal. Alguns nos amam,
outros nos odeiam. Alguns que nos amavam passaram a nos odiar, e assim a
vida segue...
5 – Irão continuar daqui pra frente o trabalho
dessa maneira?
R: É a pergunta que não quer calar. O que poso lhe
dizer é que o próximo trabalho será diferente. Já entramos em processo criativo
e é tudo muito novo. A entrada do Crazy na banda amplia muito os nossos
horizontes seja como for...
6 – O que pensam da cena rock no Brasil nos dias de
hoje? O que falta para melhorar?
R: Depende do que se entende como Rock. Se Restart
e Fresno ou o Nx Zero forem Rock... Está difícil. Sei lá dessa forma, prefiro
acreditar que bandas como Maldita, Matanza, ou Madame Satã são seitas e não
bandas de Rock. O público é fiel. Parece que ha uma reminiscência dos anos 90
ou 70 na nossa pegada. Não estamos na moda. Nunca estaremos. Quem gosta, é quem
se identifica de verdade e não quem está em busca de algo para se afirmar. Isso
é O Rock.
A cena independente está muito fraca. Infelizmente.
Tem muita banda boa por ai, mas falta estrutura para levantar o show. Esse é o
problema. Vivemos em um mundo aonde o que importa são as aparências.
7 – Conte-nos um pouco sobre esses 11 anos de
banda, o que mudou do começo até aqui?
R: Muita coisa. Para começar, agora estamos
gravando musicas em inglês e em um mês rodando o exterior, conseguimos algo que
nunca conseguimos em oito anos no Brasil. Um selo para distribuir nosso cd
gravado em inglês no exterior. Os tempos mudaram. As pessoas mudam. O Montagem
é um reflexo desse movimento. Antigamente eu chegava em casa destruído após um
show. Hoje, prefiro me reservar para o próximo. Faz parte. Não sou mais um
garoto.
8 – Vocês acham que ainda existe preconceito com o
rock?
R : Claro. Assim como existe preconceito com negros
ou com homossexuais. O preconceito é um mecanismo de defesa que o ser humano
adota para lhe dar com suas fraquezas, com as coisas que não se identifica. O
ódio tende a substituir a dúvida... Com o Rock não é diferente. É
uma desses acontecimentos que geram dúvidas. O importante é não ligar para
aqueles que sentem preconceitos, porque na maioria das vezes, eles são todos
uns babacas. Pessoas fracas, que infelizmente habitam e preenche esse país em
processo de desenvolvimento chamado Brasil.
9 – Quais os planos da banda para 2013? Alguma
outra novidade?
R: Estamos entrando em estúdio para gravar
disco novo. Também lançarei um filme de terror esse ano. Algo que os fãs da
Maldita querem ver faz muito tempo. Será um filme bastante sangrento com
cabeças cantando e tal.
10 – Algum outro clipe já engatilhado para ser
produzido?
R: Ainda não.
11 – Grato pela entrevista, deixe um recado para
galera ae:
R: Acreditem em sua intuição. Geralmente
vocês estão certos. Se você curte Maldita, é por que você não curte essa
bandas toscas que estão na moda. Não que isso te faça ser melhor que os outros.
Não. Você é apenas diferente. E em um mundo massificado pela internet e pela
informação. Isso já é muito. Me faz ter fé de que com a arte e a musica nós
podemos fazer a diferença. Eu e vocês.
Obrigado.
www.bandamaltida.com.br

3 comments :
Certinho ERIC essas modinhas são o lixo musical e ainda tem a audácia de se dizerem rock isso é um cúmulo
Hehehe O site é www.bandamaldita.com.br alí tá trocado! Tá maltida!
Valeu Ariela ;D
vo ajeita. hehe
UP GALERA
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