Entrevista com a banda ANZOL

Com idéia inicial formada nos anos 90 totalmente influenciados pelo punkrock três adolescentes numa média de 16 anos se juntam sob a alcunha de ACME BOMB e descobrem o mundo da música. Inexperientes, gravam demos, tocam pela região e ajudam a espalhar a importante semente do “Do It Yourself” na cena alternativa do Vale do Paraíba dos anos 90. Agora adultos mas com a mesma ideologia formada naquela época eles se juntaram novamente e montaram a Anzol e Fábrio Sonrisal nos conta um pouco mais de tudo isso confira:


1- Com a ideia formada la na decada de 90, Anzol se formou mesmo só depois de 17 anos depois, porque de todo esse tempo pra esse projeto sai do papel e vim átona só após todo esse tempo?

Não foi uma idéia formada, é só uma grande coincidência, Eu, Cássio e o Tennysson formávamos uma banda, praticamente nossa primeira "bandinha séria" em 95/96. Não durou, tivemos várias outras bandas depois, eu toquei com o Cássio no Anotherside e ele teve uma breve passagem duns 3 shows com o Street Bulldogs tb. o tennysson e o Cássio também tiveram uma outra banda, o Present Day. Enfim, de repente 17 anos depois estávamos tocando juntos de novo. Isso é demais.

2- Quais as principais influencias da banda e qual maior motivo pra esse projeto ta em atividade hoje?

Todos somos influenciados primariamente por punkrock e rock´n´roll em geral e cada um acaba tendo uma outra vertente mais forte, eu pro hardcore, cássio pro rockabilly e uns sons mais pesados, tennysson pro rock 70 e hardrock e o Eric, como a maioria dos bateras, gosta das paradas quebradas, tempos loucos e pesadas também.
O maior motivo é amizade, começou como uma banda pra tocar covers das bandas que a gente gosta, sem muitos planos. Aí comecei a resgatar umas bases velhas bla bla bla... estamos aqui ! rs.


3- O que procuram transmitir nas musicas e como é o processo de criação das mesmas?

No primeiro EP as bases já estavam meio prontas, as montamos como banda e fizemos melodia e letras. Quase tudo em conjunto. No disco que estamos preparando agora, estamos fazendo quase tudo junto. Um chega com um riff ou até uma base, tocamos e vamos levando. Grava um áudio tosco, senta desenvolve letra e melodia.
Cara, nunca pensei nisso da mensagem a ser passada pela banda. Cantamos nosso cotidiano, como somos pessoas normais, talvez algumas das nossas experiências se reflitam na vida de outras pessoas.

4- Sabemos que você faz parte atualmente do Hateen e já tocou em bandas épicas como StreetBulldogs e Aditive, os outros parceiros de banda também tiveram ou tem outros projetos?

Sim, então mencionei acima que tive uma banda com o Cássio, Anotherside. Tocava também nessa banda o Léo do Street Bulldogs (baixo). Tivemos um cd lançado pela 13 Records. Cássio e Tennysson tiveram o Present Day e lançaram pela 13 também. E ainda no Cássio, ele tocou no Zumbis do Espaço por mais de 10 anos sob a alcunha de Hank Alien! 
O Eric era baterista do Evolua, de São José dos Campos.


5-Há alguma dificuldade em conciliar uma banda com a outra?

Conciliar as duas não, isso é bem tranqüilo e consigo manter ambas em atividade. Obviamente que o Anzol faz menos shows que o Hateen e é de completamente outra estrutura. A parte complicada é sobrar tempo livre pra justamente não fazer nada relacionado a bandas!

6- Do Ep vem algo a mais um cd completo ?

Estamos compondo e pré-produzindo um disco full.

7- Quais os principais objetivos desse projeto?

Tocar, conhecer, viajar, aprender e passar a semente da música alternativa pra frente.

8-Qual tua opinião em relação a cena independente hoje no Brasil ?

Estamos em um momento de filtração. Renovação do ciclo. Tudo quando muito exposto e sugado, como foi o rock sendo especifico, o "underground", banaliza. Passa a onda, a maré baixa de novo e só volta pra água agora quem consegue nadar nessa areia. E foi nadando nessa areia, que a tal "cena" foi construída do nada e sem google pra ver como faz desde meados de 80 até final de 90. 
Quem fica, agora, é por amor.


9- Porque ANZOL?

Somos de Pindamonhangaba (exceto o Eric - SJC) e significado em tupi-guarani é A Casa do Anzol ou Fábrica de Anzol. É de certa forma uma homenagem à nossa cidade natal, pequena mas que foi super significativa pra cena underground paulista.

10-Obrigado pela entrevista, manda um recado pra galera ae :

Obrigado você pelo espaço Césinha. 
O que posso dizer pra galera é: Respeito antes de tudo. Montem suas bandas, façam seus zines e blogs, pensem no micro antes do macro, aja localmente e façam por amor antes de qualquer coisa. Amor ao trabalho, à verdade, à liberdade e à sua arte. Se você não acreditar e der valor antes, ninguém fará por você. 
Grande abraço e nos encontramos na estrada.



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