LAPM é uma banda de punk rock colombiana que nasceu em Bogotá em 1997 com o objetivo de criar uma proposta com influências do estilo californiano de grupos como Bad Religion, NOFX e Face to Face e tendências musicais do nu metal, hardcore e pop. Formada por Juan Cabreras (Voz), Camilo Arbelaez (Guitarra), Juan Rivas (Baixo), Camilo Forero (Bateria), e Mauricio Gómez (Guitarra e Voz).
O 'Laberinto' do LAPM é um trabalho que condensa 20 anos de experiência dos seus membros. O álbum aborda temas como ressentimento, dor, raiva, tristeza, humildade, contemplação, gratidão, esperança e determinação. O Guitarrista/Voz Mauricio nos conta um pouco mais sobre a gravação, sobre a banda, sobre o cenário local e muito mais, confira a entrevista:
2 - E como tem sido a repercussão até então?
Mauricio: Para nosso segundo álbum depois de 20 anos, foi muito maior do que esperávamos. A mídia colombiana nos recebeu muito bem e nos apoiou na divulgação. As vendas da edição em CD começaram bem, conseguindo esgotar 40% da primeira edição em menos de uma semana. Nas plataformas digitais, tivemos muita aceitação da equipe editorial, nos promovendo em muitas playlists. As pessoas também se apropriaram das músicas e as incluíram em suas playlists pessoais.
Da aceitação nas pessoas, também muito positiva. É percebido como um álbum que mostra uma evolução da banda e do gênero. A qualidade do som e da produção também tem chamado muita atenção, por se tratar de um produto de classe mundial, produzido na Colômbia. Desde o design e experiência visual, o vídeo para "imperfecto" tem sido muito apreciado por ser uma proposta bem rock, sem perder o bom humor do punk rock.
Español: Para ser nuestro segundo álbum después de 20 años, ha sido mucho mayor de lo que esperábamos. Los medios de comunicación en Colombia nos han recibido muy bien y nos han apoyado con la difusión. Las ventas de la edición en CD empezaron muy bien logrando agotar el 40% de la primera edición en menos de una semana. En plataformas digitales, hemos tenido mucha aceptación de parte del equipo editorial, promoviéndonos en muchas playlists. También las personas se han apropiado de las canciones y las han incluido en sus playlists personales.
Desde la aceptación en la gente, también muy positivo. Se percibe como un disco que muestra una evolución de la banda y del género. La calidad del sonido y de la producción también han llamado mucho la atención, pues es un producto de calidad mundial, producido en Colombia. Desde el diseño y la experiencia visual, el videoclip de “imperfecto” ha gustado mucho por ser una propuesta muy rockera, sin perder el buen humor del punk rock.
Assista na integra o clipe de "IMPERFECTO"/Mira el clip completo de "IMPERFECTO":
3 - Conte-nos um pouco sobre a cena local da Colômbia, aonde costumavam se apresentar?como é fazer Punk-Rock por aí?
Mauricio: Na Colômbia existe um circuito de festivais de rock gratuitos por todo o país onde podem participar bandas de todos os gêneros. Esses festivais têm muito apoio oficial e uma repercussão muito boa na mídia. Em nossa cidade (Bogotá), existe uma cena punk, ska e hardcore muito grande. Há vários shows nos finais de semana. São confeccionados em bares com plataformas por onde entram até 500 pessoas. A maioria é feita em pequenos bares onde podem frequentar até 150 pessoas. Fora de Bogotá é muito parecido, mas os shows incluem bandas de muitos mais gêneros. Com o LAPM, tivemos a sorte de tocar em quase toda a Colômbia (na verdade, em várias cidades, fomos a primeira banda do gênero a visitar esses lugares). Também fizemos shows de todos os tamanhos.
4 - Quais as dificuldades e quais as facilidades de se fazer Punk-Rock por aí?
Mauricio: As facilidades fazem com que o gênero tenha um ecossistema de suporte sólido em quase todo o país (bandas, promotores, casas de show, mídia independente). Da mesma forma, existem fãs de rock e punk rock por todo o país. As dificuldades são as mesmas do resto do mundo, e é que, sendo um gênero não comercial, os grandes sites ou a mídia de massa não abrem muito espaço para isso.
5 - Como o rock em geral é visto no país, tem essa divisão de cena undergrond com uma cena mais nacional?
Mauricio: A cena musical na Colômbia é principalmente tropical. Ou seja, música popular originária do país (como BPM ou Sertanejo) e música tropical mainstream (Reggaeton, Salsa, etc). Há 80% do negócio da música e os artistas de maior sucesso estão lá. O rock é visto como uma subcultura e existem alguns artistas mainstream (Aterciopelados, Juanes), mas em geral, quase todos os roqueiros do país são da mesma cena.
7 - Quais os planos da LAPM depois que as coisas voltarem ao normal?
Mauricio: Queremos tocar em todo o país, em festivais ou pequenos concertos. Conecte-se com os fãs da cena punk rock da melhor maneira possível. Também queremos explorar a saída do país novamente e aproveitar o fato de que eles estão nos ouvindo em toda a América Latina para se conectar com mais cenas.
8 - Já tocaram fora do país?
Mauricio: Em 2003 estávamos jogando no Equador. Tocamos em Quito e Guayaquil. Temos bons amigos lá e é por isso que queremos jogar fora da Colômbia novamente. Queremos continuar fazendo amigos em todo o continente.
9 - Qual show foi mais marcante?
Mauricio: São muitos shows inesquecíveis, mas um que nos marcou foi em 2011, quando a banda entrou em um hiato. Fizemos um show de despedida onde tocaríamos quase todas as músicas do nosso repertório. Muitas pessoas pensaram que seria o fim da banda (também não sabíamos o que aconteceria com o LAPM). Muitas pessoas compareceram, de todas as idades e cantaram todas as músicas como nunca antes. Pediram que não saíssemos do palco e até nos obrigaram a tocar músicas muito antigas, que tínhamos que tocar no formato “offline”.
11 - Como veem a cena nos dias de hoje, o que mudou do inicio pra agora já que LAPM é uma banda de um histórico gigante?
Mauricio: Antes, havia duas coisas que eram muito difíceis de fazer: 1. Conectar-se com seguidores em potencial (o que era feito por meio da mídia, geralmente com pouco espaço para esse gênero). 2. Levar a música para além da cidade de origem ou dos locais onde a banda se apresentou (o envio de discos físicos era muito caro e arriscado).
A era digital tornou tudo isso mais acessível para as bandas. Agora, a maior tarefa está em seus membros, que devem trabalhar nessas duas frentes para atingir seus objetivos. Através das redes sociais eles podem se conectar com seguidores do gênero, informá-los das novas músicas, shows, novidades da banda falando 1: 1. Também com plataformas de streaming, a música de uma banda pode ser ouvida em muito mais cidades e países.
Quanto à cena Punk Rock. Os dias de fama que bandas como Ramones, Green Day, Blink 182 trouxeram acabaram. Portanto, as bandas que atualmente tocam esse gênero, o fazem por amor genuíno pela música. Isso permite mais experimentação a nível musical e gráfico. Também vemos que a era digital torna o espírito DIY do punk rock mais vivo.
12 - Manda um recado pra galera do Brasil ai:
Mauricio: O Brasil é um país onde existe uma cena de rock que admiramos (somos amantes do Sepultura, Angra, Sugar Kane, Dead Fish, etc). A linguagem do rock é universal e ouvir música em português nunca foi um problema para nós. Queremos convidá-lo a ouvir a música do LAPM e de outras bandas da América Latina que cantam em espanhol. Eles vão descobrir músicas incríveis e juntos podemos fazer uma cena de rock latino mais forte.
Español: Brasil es un país donde hay una escena rockera que admiramos (somos amantes de Sepultura, Angra, Sugar Kane, Dead Fish, etc). El idioma del rock es universal y escuchar música en portugués nunca ha sido un problema para nosotros. Queremos invitarlos a que escuchen la música de LAPM y de las demás bandas en Latinoamérica que cantan en español. Van a descubrir música increíble y entre todos podremos hacer una escena rock latina más fuerte.
Ouça na integra o CD "LABERINTO"
Você pode acessar o conteúdo completo da LAPM pelo site COLECTIVOSONORO
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